Mostrando postagens com marcador educação financeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação financeira. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Educação financeira - parte III a missão!

Orçamento pessoal e familiar

Se organizar o orçamento sozinho é difícil, pois é preciso mudar hábitos, fazer escolhas e postergar gastos, em família as dificuldades se ampliam, isso virou até uma matéria de programa de TV, lembram?
Há o agravante de mostrar a todos que o que vinha sendo feito antes não deu certo e é preciso ser modificado. Nesse momento, da mesma forma que para nós, a melhor solução é envolver toda a família na conquista dos sonhos de todos, ou seja, é difícil a família toda se envolver no sonho só de um. A solução é fazer a lista de desejos a serem alcançados e todos unirem esforços na conquista desses prêmios. Uma boa idéia é usar expedientes como colocar as imagens dos sonhos num lugar bem visível, como a porta da geladeira.

Principalmente em matéria de dinheiro, a união faz a força.

Depois da lista de sonhos estar definida pode-se começar a reavaliar os costumes, questionar sobre o estilo de vida que temos a que podemos ter.

FUNDAMENTAL: Montar e fazer a planilha do orçamento doméstico e pessoal!
Se você não tiver uma fácil ,use esta disponível no site da BOVESPA (que tem muito mais coisas legais para educação financeira, vale "fuçar")

Planilha:

1 - Receitas

Use as variações reais, o que está escrito nos holerites da vida, com todo os descontos, mesmo os eventuais.
Quem tem renda variável, utilizar a renda mínima ou base.

2 - Investimentos

Valor a guardar. Veja que esse é o segundo item, o IPM(imposto para mim), o ideal é que antes de pagar os outros nós nos pagemos.

3 - Despesas fixas

Separada por tipo de despesa, são os valores que variam pouco ao longo do ano, casa saúde, educação, impostos.

4 - Despesas variáveis

Aí está a primeira pegadinha, pois são os custos de consumo, pois aí é que podemos melhorar a qualidade e quantidade de gastos.
Usar as informações o mais próximo do real para montar um histórico coerente para aprender quais as características pessoais e da família, pois essas despesas variam ao longo do ano.
Um dos itens difíceis de medir é o dinheirinho de todo o dia, gastos pequenos mas que acumulados assustam!
Uma recomendação constante é anotar num caderninho tudo o que se compra e gasta e montar uma planilha de gastos diários para avaliar as necessidades x desperdícios.

5 – Despesas adicionais

Outra pegadinha! Na maioria das vezes as eventualidades não são tão eventuais, mas muito de falta de planejamento. Despesas de manutenção - das coisas e pessoas - estão entre os gastos que podem ser planejados, basta fazer a conta para as eventualidades, guardar para gastos imprevistos (as vezes nem tanto assim).
Medir e preparar o futuro é garantia de tranquilidade, portanto faça um levantamento dos gastos "imprevistos" com a saúde, o carro, os estudos, os eletroeletronicos, residenciais e tente montar fundos de garantia.

6 – O resultado
A planilha dá os resultados que devem ser atualizados e analisados para serem traçados os objetivos de mudança.

Se a família fizer a planilha junta vai ficar mais fácil o comprometimento com as melhorias necessárias.
A falta de diálogo sobre dinheiro é a causa dos 3 principais motivos de separação.

Nessa etapa vamos ter um trabalhão!

Na próxima, o que fazer quando a despesa supera a receita?

Beijo a todos

domingo, 4 de julho de 2010

Educação Financeira parte II

Atenção aos passos abaixo:
1o. passo: começar a sonhar.
2o. passo: realizar os sonhos
3o. passo: pés no chão para caminhar na direção da concretização do sonho
Para criarmos disciplina e foco financeiro precisamos de uma boa razão, essa razão é a realização de nossos sonhos.

É preciso se preparar para construir a realização.

O que faz os sonhos virarem projetos? Prazo e custo. Onde fica? Quais as condições? Teremos de trabalhar em que direção? Quais os imprevistos possíveis?
1. Estabelecer Objetivo e Prioridades - nesse momento que devemos escolher o que é mais importante - o sapato ou o carro novo?
Decisões baseadas nas condições EXISTENTES.

2. Eliminar desperdícios – mudança de hábitos – é preciso dar preço aos nossos hábitos = qto custa o que é jogado fora (luzes de stand by, restos de shampoo, de óleo, de comida etc.). Apelo ao consumo baseado nos estados emocionais, ansiedade, baixa auto-estima.
Expectativa de vida – carecteristicas de família e qualidade da longevidade.

3. Amenizar ou eliminar o stresse pela falta de DINHEIRO. O planejamento faz da vida menos incerta, traz mais estabilidade e conforto pessoal, inclusive a saúde física. Poupar dá autonomia sobre as decisões, principalmente nas horas mais críticas.
Todos merecemos viver com mais conforto e tranqüilidade.

4. Preparar e seguir seu orçamento.
Vc sabe quanto dinheiro você tem?
Qualquer planejamento tem inicio num orçamento bem feito – organização das contas, gastos e ganhos.
Fazer orçamento é tarefa bem simples, que pode auxiliar na realização dos sonhos.
Lembre-se, quanto mais dinheiro na carteira, sem um destino específico para ele, maior é o risco de gastá-lo em coisas desnecessárias.

Efetivar o orçamento pessoal e familiar

Questionar sobre o estilo de vida que podemos ter. Coisas que fazemos por repetição não podem ser mudadas? Em relação às despesas da casa, do carro, do trabalho...
Importante:
Auto conhecimento, para assumir o que quer, gosta, deseja e busca, não o que os outros impõe.
Analisar e selecionar os estabelecimentos comerciais e serviços que utilizamos. Atenção às cobranças sobre quereres que não são nossos - consumo imposto pelo grupo, pela família, pela mídia.

Registrar os gastos e projetar necessidades futuras.
Determinar quais despesas fixas e gastos, mesmo pequenos.

Consumo não é só o que se paga pelo bem, mas todos os custos associados, diretos e indiretos. Exemplo: o carro tem custo de aquisição, mais custo de seguro, manutenção, estacionamento, impostos, combustivel etc, em média o custo anual de um automóvel é R$ 10.000,00 além da aquisição.
Rever os hábitos e redimensionar os custos reais de cada coisa

Muita coisa para refletir e reorganizar. Coloque no papel tudo o que você paga e porque vc consome cada coisa. Dê uma nota, de 0 a 10, onde 0 significa que não é importante (nem sei porque compro) e o 10 é muito importante (preciso muito disso), para cada item. Avalie o que você pode cortar de despesas baseado nessa nota.

Bastante coisa não?

A próxima é a rotina da planilha...

beijos

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Educação financeira!

Meus queridos

Tive a chance de fazer um curso muito legal sobre educação financeira.
Foi muito bom confirmar conceitos que há muito tempo venho passando aos meus clientes e amigos.
O assunto é extenso e diversificado então vou dividir em partes...

1. Dinheiro e o tempo

Dinheiro não tem significado por si, é apenas uma convenção de troca de valor.
Seu valor está ligado ao sentido de prazo. Planejar o futuro é distribuir a vida no tempo, portanto seus custos e ganhos.
Constantemente definimos o que é pri0ritário, necessário, urgente etc... os custos são assim organizados ao longo do tempo. O dinheiro viabiliza sonhos e necessidades.
Todo nosso planejamento deve levar isso em conta, nada conseguiremos, a não ser que estabeleçamos objetivos no tempo.

Ciclos da vida financeira - Período da vida x recursos (modigliani)

Infância
0 a 20 só consumo, começamos a dar despesas antes de nascer.
O bebê aprende desde a barriga a consumir, a criança tem todos os desejos atendidos. Não há educação financeira alguma!!!!

Juventude
Aos 20 começa a produzir algo e é quando deve começar a poupar. Mas, nessa fase, a maioria trabalha o mês inteiro para entregar tudo o que ganha para alguém (consumo)!!!!

Grande idéia:
Crie o IPM (imposto para mim - vc), pense em antes de pagar qualquer um, pagar para si! 5% a 10% da renda!


Aos 30 é a fase de correr riscos, ajustar decisões, buscar o que se gosta, tentar as possibilidades. Pode-se errar pois há tempo.
É a fase do crescimento da renda, fase de estrutruração para o futuro e formação da família.

Família = dependentes de longo prazo = necessidade de bons seguros.

Aos 40 a curva de renda fica mais estável e as oportunidades diminuem.

Meia Idade
Aos 50 é época de manter o que se conquistou pois não há mais movimento ascendente de renda.

3a idade
Renda oficial muito pequena, expectativa de vida longa, qual a renda necessária p/ manter o padrão.

Não há fórmula de bolo, mas cada um tem que achar sua maneira de lidar com o dinheiro e planejar os passos pois hoje é o futuro assim como o hoje é o que planejamos e executamos no ontem.

Vamos então planejar!

beijo a todos